quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nem que eu leve uma vida inteira, nem que eu tenha que morrer tentando, vou tentar retribuir tudo o que você fez por mim.
A despedida é uma tristeza tão doce, que eu direi boa noite até amanhecer. (Romeu e Julieta)
Concluí hoje que a melhor lembrança que tenho da infância são os gibis da Turma da Mônica. Foram eles que me fizeram gostar de ler e, já que eu sou hoje em grande parte resultado do que eu li, sou profundamente agradecida a Maurício de Souza por isso. Lembro que eu adorava as raras histórias da Tina e sempre torcia pro Cebolinha. Por mais que ele pertubasse a Mônica, nada justifica violência física, oras!
"Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco – todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado – nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto."

Caio Fernando Abreu, em carta aos pais.
São Paulo, 12 de agosto de 1987.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

vivalarevolución!

Eu tenho medo de que Che se reduza à estampa do biquíni de Gisele Bündchen. Tenho medo de que todos morram sufocados debaixo das pilhas de coisas que compraram mas que não precisam. Tenho medo de que todo mundo se esqueça que suas opiniões valem mais do que suas roupas. Tenho medo de pensar que isso já aconteceu. Eu tenho medo de que os medos tomem o lugar do Sonho.

minha adorável geração

Eu tive praticamente ânsia de vômito dia desses quando eu vi no orkut a comunidade "Não sou fresca, sou bem nascida". Isso me assusta bem mais do que qualquer filme de terror. E olhe que eu sou bem medrosa.

sexta-feira, 12 de junho de 2009


contraditória.

{The Virgin Suicides, de Sofia Coppola e Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, de Jeunet}


sexta-feira, 5 de junho de 2009

"Ela não é especialmente bela ou inteligente ou sincera... Mas é uma mulher real. É por isso que a amamos." (Jules et Jim, 1962)