terça-feira, 30 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Durante aquela aula importantíssima na qual não estava prestando atenção, ela pensou no quanto tudo mudou. No quanto o pra sempre estava sendo diferente do que havia pensado há uns anos. E os dias corriam e as semanas voavam como pássaros errantes e ela não conseguia fazer muita coisa com o tempo que corria. E quem diria que aqueles amigos virariam rostos que trocariam um "oi, tou com saudades, vamos marcar pra sair qualquer dia desses?" sem o mínimo de compromisso. O mais peculiar é que ela mesma não queria revê-los. No fim, estaríamos todos sós?
Queria ter acabado boa parte dos livros que eu comecei a ler e abandonei depois. Além dos filmes. Mas nem lembro mais de muitos, então não saberia nem como começar a terminar. Mas todo mundo guarda coisas inacabadas em suas respectivas gavetas. Assisti hoje à noite Os Incompreendidos, de Truffaut. Coisa mais preciosa. A entrevista de Antoine com a psicóloga é uma das cenas mais melancólicas e doces que eu já assisti. Des fois je leur dirais des choses qui seraient la vérité ils me croiraient pas, alors je préfère dire des mensonges*. Não tem como não amar. Não gosto de baladas, do dia do meu aniversário ou da comemoração do ano novo. Para mim, é caótico demais ficar num lugar ou viver um momento no qual exige-se a animação que eu nunca tive. (Noites de sábado me deixam comovida desse jeito.)
* Numa tradução bem livre: Às vezes eu lhes dizia a verdade mas eles não acreditavam em mim, então eu prefiro mentir.
* Numa tradução bem livre: Às vezes eu lhes dizia a verdade mas eles não acreditavam em mim, então eu prefiro mentir.
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