sábado, 12 de setembro de 2009

Se eu não me engano, o primeiro texto que eu li do Antonio Prata é da época na qual a última página da capricho era um texto dele. Falando de Amor na China, ou Conversando sobre Amor na China, o nome era algo parecido. Achei tão bonito, queria achar pra relê-lo. O Antonio (olha a intimidade!) acabou de lançar uma coletânea dos textos publicados na revista, tenho que arranjar um exemplar dela. Lembro que a sensação ao ler uma crônica dele era muito boa e eu normalmente as relia. Nem comprava muito a Capricho e, sinceramente, até hoje não gosto da revista, só gostava do Antonio mesmo.

Eu resisti até agora, mas tenho que falar: além de tudo ele é lindo. E tem orkut e blog.

domingo, 12 de julho de 2009

como eu vivo

Jedes Herz Ist Eine Revolutionäre Zelle.
Todo coração é uma celula revolucionária.

últimos filmes.

The Reader: love will tear us apart.

Slumdog Millionaire: história emocionante com o casal mais lindo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nem que eu leve uma vida inteira, nem que eu tenha que morrer tentando, vou tentar retribuir tudo o que você fez por mim.
A despedida é uma tristeza tão doce, que eu direi boa noite até amanhecer. (Romeu e Julieta)
Concluí hoje que a melhor lembrança que tenho da infância são os gibis da Turma da Mônica. Foram eles que me fizeram gostar de ler e, já que eu sou hoje em grande parte resultado do que eu li, sou profundamente agradecida a Maurício de Souza por isso. Lembro que eu adorava as raras histórias da Tina e sempre torcia pro Cebolinha. Por mais que ele pertubasse a Mônica, nada justifica violência física, oras!
"Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco – todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado – nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto."

Caio Fernando Abreu, em carta aos pais.
São Paulo, 12 de agosto de 1987.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

vivalarevolución!

Eu tenho medo de que Che se reduza à estampa do biquíni de Gisele Bündchen. Tenho medo de que todos morram sufocados debaixo das pilhas de coisas que compraram mas que não precisam. Tenho medo de que todo mundo se esqueça que suas opiniões valem mais do que suas roupas. Tenho medo de pensar que isso já aconteceu. Eu tenho medo de que os medos tomem o lugar do Sonho.

minha adorável geração

Eu tive praticamente ânsia de vômito dia desses quando eu vi no orkut a comunidade "Não sou fresca, sou bem nascida". Isso me assusta bem mais do que qualquer filme de terror. E olhe que eu sou bem medrosa.

sexta-feira, 12 de junho de 2009


contraditória.

{The Virgin Suicides, de Sofia Coppola e Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, de Jeunet}


sexta-feira, 5 de junho de 2009

"Ela não é especialmente bela ou inteligente ou sincera... Mas é uma mulher real. É por isso que a amamos." (Jules et Jim, 1962)

domingo, 31 de maio de 2009

mesmo
na idade
de virar
eu mesmo

ainda
confundo
felicidade
com este
nervosismo.

Paulo Leminski

para que fique pronta: liberdade.

preciso de descanso. preciso ler os sete livros que comecei. preciso não ter que fazer surgir por geração espontânea a responsabilidade que eu não tenho.

sábado, 16 de maio de 2009

daquilo que eu estou lendo...

"Não quero possuir coisa alguma até que saiba que encontrei o lugar onde eu e as coisas pertencemos. Ainda não tenho certeza de onde fica esse lugar. Mas sei como ele é."

Breakfast at Tiffany's, Truman Capote.
Uma das coisas mais difíceis que eu enfrento é o paradigma das memórias. Infinitas vezes eu meu desejo mais urgente é ter o poder de apagar algumas delas. É quando surge a dúvida sobre o quanto isso valeria a pena, pois apagando essas memórias, eu apagaria um pouco da minha história. Afinal, o que somos além de um conjunto de lembranças mal interpretadas?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

As-tu déjà aimé pour la beauté du geste?


O que me faz amar tanto o cinema francês é que ele fala de temas tão já explorados, como o amor, de maneira única, fugindo do lugar-comum no qual normalmente hollywood cai. O musical Les chansons d'amour alem de trazer belíssimas canções, traz também Louis Garrel, que eu já conhecia desde Os Sonhadores. E isso já faz o filme valer a pena.

quinta-feira, 26 de março de 2009

nefelibata.

livros demais, tempo de menos. pilhas e mais pilhas de coisas pra fazer. coisas escondidas no fundo da gaveta e outras que caíram atrás da estante e só serão reencontradas quando os móveis forem mudados de lugar. e não há tempo sequer para lembrar o que temos que esquecer.

faça, compre, tenha. obrigações em excesso. e onde foi parar o ócio? as cartas não custam a chegar porque não são mais enviadas. e o milagre das pequenas coisas?

esses são tempos difíceis para sonhadores...
(mas não é por isso que eu vou desistir.)